Teto do MEI vai subir? O que o empreendedor precisa decidir antes de a lei sair

O teto do MEI está parado em R$ 81 mil por ano desde 2018, o equivalente a R$ 6.750 por mês. Desde então, a inflação acumulada foi de 55,4%. Por isso o projeto que reajusta o limite voltou ao centro do debate no Congresso.
O que está em discussão
Teto de R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
Possibilidade de contratar até dois empregados (hoje é um).
Medidas ligadas à redução do endividamento de microempreendedores.
O que ainda não aconteceu O texto não foi votado no Plenário. As regras atuais continuam valendo: teto de R$ 81 mil e tolerância de 20% (até R$ 97.200), com guia complementar e migração para microempresa no ano seguinte. Passando de R$ 97.200, o desenquadramento é retroativo a janeiro.
Por que o teto maior não é a resposta
Um teto mais alto adia o problema de quem bate no limite, mas não mostra se aquele faturamento dá lucro. Faturar R$ 120 mil com margem apertada, sem processo e dependendo de um único canal de venda é um negócio frágil, mesmo dentro do MEI.
O que fazer agora, sem esperar a lei
Calcule seu faturamento real do ano, mês a mês, e projete até dezembro.
Calcule a margem por serviço ou produto. Descubra o que paga as contas e o que só ocupa tempo.
Revise o preço. Se você está perto do teto trabalhando no limite da capacidade, o caminho costuma ser cobrar melhor, não vender mais.
Decida com antecedência se vai migrar para microempresa. Fazer isso por planejamento custa menos do que fazer por surpresa.
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